Histórias da Hilê: quando um sonho de infância se concretiza

Histórias da Hilê

A Histórias da Hilê de hoje é um exemplo para todos nós. Exemplo de dedicação e persistência para alcançar um objetivo. Um sonho de infância se tornou realidade aqui na empresa.

Hoje você vai conhecer a história da Silvia Dalla Costa, gerente do setor financeiro da indústria. Recomendo você pegar um chá e se acomodar na cadeira para conhecer essa história inspiradora.

Silvia nasceu no município de Cordilheira Alta – SC e é filha de Salete e Valmor e a irmã mais velha da Vanessa. Na época, o local era um distrito da cidade de Chapecó e como a família morava no interior, as duas irmãs precisaram fazer um esforço maior para estudar, pois precisavam percorrer um longo trecho a pé para estudar. Com o passar dos anos, essa realidade mudou.

Silvia e os pais

Silvia e a irmã Vanessa

Quando finalizou o ensino regular na escola, Silvia queria cursar uma graduação. Mas, como ainda moravam no interior, seus pais não tinham como a levar até o local da faculdade e ela também não tinha carteira de motorista. Foi quando decidiu sair de casa, mesmo ainda adolescente.

Ela decidiu cursar administração e, para que isso fosse possível, conseguiu um emprego para cuidar de duas crianças na cidade em Cordilheira Alta e morava com essa família durante a semana. Assim, Silvia conseguia pegar o ônibus e ir até o município vizinho para estudar todas as noites. Essa rotina durou um ano.

Depois, ela começou a trabalhar no setor de produção de uma indústria de alimentos. Após um tempo nesse setor, os proprietários a convidaram para trabalhar no escritório, no setor administrativo. Foi nesse momento que Silvia começou a construir sua carreira no setor fiscal, de faturamento e financeiro.

“Trabalhei cinco anos nessa empresa, sendo que fiquei pouco mais de um ano na produção e depois os donos me pediram se eu queria fazer um teste no administrativo, que foi aí que começou toda minha história de fiscal, faturamento e financeiro. Comecei lançando nota fiscal de entrada e aí eu fui aprendendo faturamento e adquirindo conhecimento. Nesse período me formei, fiz meu TCC voltado para exportação, meu sonho era trabalhar com exportação mas não atuei nessa área. Me orgulho muito desse projeto. Atualmente, não pretendo focar na exportação, me encaminhei para outro ramo da administração, que foi me apresentado na minha vinda para a Hilê” (Silvia).

Silvia em sua formatura

Após essa experiência, Silvia se casou com Daniel, até então seu namorado, e pediu demissão da empresa em que trabalhava para se mudar para Xaxim. Com isso, ela decidiu que ficaria um tempo em casa até organizar tudo.

Eles se conheceram pois eram vizinhos. Ficaram juntos uma vez, mas se separaram. Se reencontraram um tempo depois e estão juntos até então. A história dos dois já tem quase 20 anos, sendo nove anos de casados.

Silvia e Daniel

Silvia e Daniel em seu casamento

O casal se mudou para cá pois Daniel trabalhava no município. Já a história da Silvia aqui na Hilê começou pouco depois, quando soube que a empresa estava contratando alguém para o setor comercial e ela veio para fazer um teste. Entretanto, ela não se encaixou no cargo.

“Fui demitida por ser péssima vendedora e nessa demissão eu fui conversar com o Sandro, porque ele sempre busca entender e conversar antes de mandar alguém embora. E ele me pediu se eu sabia lançar nota fiscal e Sped e eu disse que sim, que no meu antigo emprego fazia isso. Nessa época a empresa estava passando por uma transformação e no próximo ano ele teria de entregar os arquivos em Sped e a menina que fazia o fiscal estava de atestado. Eu disse que podia fazer, ele disse ‘então amanhã você começa no escritório’. Tinha pilhas de nota, a menina saiu de atestado de uma hora pra outra e ninguém ficou fazendo. o pessoal só separava o que era matéria prima, rótulo, caixinha… E foi isso, cheguei aqui para um teste no comercial, fiquei uma semana e depois fui realocada para o administrativo, que é onde eu estou até hoje” (Silvia).

Início, desafios e mudanças

No início Silvia precisou resolver alguns problemas internos e tudo o que ficou acumulado durante o tempo em que não havia uma pessoa responsável pelo setor fiscal. Além de atuar no setor fiscal, ela também auxiliou em outros setores como contábil e financeiro, que foram novas experiências para ela.

Depois de um tempo trabalhando na Hilê Silvia se viu em um impasse: seu marido, que é médico veterinário, resolveu deixar seu emprego em Xanxerê para trabalhar na granja da família, no município de Xaxim.

Nesse momento ela pensou em parar de trabalhar na empresa, pois teria de vir todos os dias sozinha, transitar pela rodovia e isso a assustava. Com o apoio do marido ela decidiu enfrentar seu medo e, no início, saía de casa bem mais cedo para não pegar muito movimento e conseguir dirigir tranquilamente. Hoje isso não é mais problema, mas o medo de se envolver em um acidente quase a fez desistir do seu emprego. Mas, nesses nove anos de Hilê, Silvia se envolveu em apenas dois acidentes, mas apenas com pequenos danos materiais, nada de grave. Isso a faz se sentir confiante e segura hoje em dia para enfrentar o trajeto todos os dias.

Setor administrativo quando Silvia começou na empresa

Após, houve um marco importante para a empresa que foi a troca de sistema. Houve a necessidade de buscar algo mais completo, que atendesse melhor às necessidades da indústria. Entretanto, Silvia conta que o gestor Sandro Botta ainda estava indeciso sobre a troca e ela e o marido tinham intenção de ter um filho. Sem uma definição concreta, Silvia ficou grávida do Arthur.

Junto com essa notícia veio a definição da troca de sistema. Silvia foi uma peça fundamental nesse processo de mudança que durou aproximadamente um ano. Em meio a correria, o Arthur crescia e as colegas brincavam que a criança nasceria aqui, de tão envolvida que ela estava nessa troca. E dá para dizer que foi quase isso que aconteceu (risos).

“Passei toda a integração grávida, as meninas brincavam comigo naquela época ‘você vai ter esse piá aqui dentro’ elas diziam. Eu descia as escadas correndo e subia também, foi uma gravidez tranquila, muito tranquila, mas o Arthur veio 20 dias antes. Nós viramos o sistema em fevereiro, início de março e eu fiquei um mês depois da virada do sistema, peguei licença em abril. Eu era uma peça chave naquela época e tive de me ausentar. Eu não estava me preparando para a saída, porque na cabeça do meu médico faltava um mês pro Arthur nascer. Na sexta-feira tudo marcado, reunião, tudo certo para na segunda-feira nós darmos o próximo passo e às 5h da manhã do sábado ele resolveu nascer, decidiu que era hora dele nascer” conta.

Mãe sabe das coisas, não é? Silvia que o diga! Durante a gravidez sua mãe a alertou diversas vezes sobre o nascimento do Arthur. Segundo ela, a gestação não chegaria até a data prevista pelo médico. E realmente não chegou. E quando ela avisou a mãe que o Arthur iria nascer naquele sábado, ela usou a típica frase ‘eu avisei’, só adaptada para “eu te falei que ele ia vir antes”.

Assim que teve o mal estar Silvia ligou para seu médico e foi para o hospital. Lá ele a examinou e disse que teria de fazer uma cesária, que estava na hora do bebê nascer. Naquele momento ela levou um susto e não sabia o que fazer.

“Quando eu fiquei sabendo que eu ia fazer a cesárea no sábado, a primeira pessoa que eu liguei foi para Jussara, ela que cuidava de toda parte de TI da indústria e era responsável pela virada do sistema e eu fiquei com a parte administrativa. Eu estava desesperada e ela me dizia ‘se acalme, pense em ter essa criança agora’ e o Daniel me dizia ‘vai ficar tudo bem’ e eu ‘meu Deus Daniel, nós estamos virando sistema, eu preciso voltar lá’. E só depois de falar com a Jussara que eu comecei a avisar a família”, comenta.

Assim que soube que o Arthur iria nascer naquele dia foi uma correria. Silvia conta que não tinha nada preparado para a chegada dele, pois pensava que ainda tinha alguns dias para fazer isso. Foi nesse momento que o apoio de algumas pessoas fez toda a diferença.

O berço do bebê já estava montado, mas quem organizou o restante do quarto para a chegada do bebê, bem como a mala da maternidade, foi seu marido Daniel. Outra pessoa fundamental nesse processo foi sua sogra Rose. Silvia conta que assim que a avisou ela foi até o hospital e ela contou que nada estava pronto, a casa estava desorganizada, e sua sogra a tranquilizou oferecendo ajuda para que a casa ficasse pronta para receber ela e o bebê após o parto.

Como Silvia teve uma gravidez tranquila, sem intercorrências, assim que ela passou mal e o médico a examinou já encaminhou ela para uma cesárea com o intuito de evitar possíveis problemas para ela e o bebê. Ela é grata por essa decisão do médico até hoje, pois conta que se tivesse esperado mais, isso poderia ter consequências. Ele precisou ficar alguns dias no hospital, mas logo foi para casa e hoje é uma criança ativa e saudável.

“Chegamos em casa estava tudo organizado, minha sogra já tinha arrumado tudo, deixado a comida pronta. Arthur está com 5 anos hoje, saudável, até hoje ele se vira, acho que é do meu período de gravidez, porque eu fui bem doida na minha vida descendo as escadas bem doida, acho que ele adquiriu um pouco desse agito, ele é bem para frente, não é de esperar” (Silvia).

Rose e Valdir, sogros de Silvia

Silvia e o filho Arthur

Depois do nascimento do filho, a indecisão tomou conta dela pela segunda vez. Ela retornou ao trabalho quatro meses após o nascimento do Arthur e nesse período ela já tinha quatro anos de empresa. Mesmo com o coração de mãe mais apertado, ela decidiu ficar no trabalho e colocou Arthur em uma creche. Quando retornou, seguiu com o trabalho da troca do sistema. Ela conta que Jussara, a responsável pelo TI na época, conseguiu lidar bem com a situação durante sua ausência, mas Silvia precisava finalizar a parte administrativa e foi isso que ela fez.

A cada novo desafio, um novo aprendizado

Assim como implantar um novo sistema na Hilê foi um desafio, agora era preciso implantar a parte contábil da empresa para não precisar mais terceirizar todo esse serviço.

E, com isso, mais um desafio para Silvia: entender sobre contabilidade. Até então ela não conhecia esse setor, entendia apenas da parte fiscal. Com o auxílio das colegas de trabalho, o setor contábil foi implantado na Hilê com cerca de um ano de trabalho até que tudo fosse alinhado.

“Como eu não conhecia, foi um desafio grande. Com a ajuda da Jussara que era TI, nós conseguimos colocar em prática a contabilidade dentro do sistema e hoje temos a contabilidade 100% feita no nosso sistema interno, gerando informações. Aprendi sobre contabilidade na prática, com experiência, entendi muita coisa sem conhecer antes, só na prática. E depois desse desafio da contabilidade, a pessoa do financeiro saiu da empresa. O Sandro contratou algumas pessoas para assumir esse lugar, mas não dava certo. Chegou um dia que tinha de pagar as contas da Hilê e não tinha ninguém, mas alguém tinha de fazer. Com a ajuda da Alessandra e da Eli resolvemos o financeiro a pagar. Foi aí que começou minha história nesse setor, onde estou até hoje. Cheguei como ‘quebra-galho’ e hoje sou gerente do setor financeiro. Desde criança eu queria trabalhar com financeiro e contas e hoje estou aqui”, conta.

Setor Administrativo

Silvia, Eli e Ediane, colegas de trabalho

Vida pessoal e a realização de sonhos

Ao trabalhar no setor financeiro, Silvia realizou um sonho de infância. Mas, sua boa relação com os números vem desde a infância, do ensino fundamental. Depois, já na graduação, alcançou uma das melhores notas da turma no seu TCC, bem como tinha as melhores médias do curso. Isso a rendeu uma homenagem de honra ao mérito por alcançar a melhor nota.

Durante a graduação, seu objetivo era trabalhar com exportação, comércio exterior, mas o caminho seguido foi outro e hoje ela se sente realizada por trabalhar no setor financeiro, sendo responsável também pelos setores contábil e fiscal.

Silvia em uma visita ao porto

Hoje, além de ser realizada na vida profissional, Silvia também é realizada na vida pessoal, com a família que constituiu. Seu filho é seu maior presente e seu orgulho.

“Meu filho Arthur é um anjo na minha vida. Ele é independente, busca sempre fazer as coisas certinhas. Hoje ele está com 5 anos, ama ficar na casa dos avós, ele tem a infância como eu tive, de sair brincar fora, se sujar, ter contato com a natureza, são coisas que eu priorizo na criação dele e ele ama! Eu percebo que ele é uma criança muito ativa e tem um gênio forte. Tenho um sonho que ele continue assim independente, que ele cresça e se forme, faça algo que goste” (Silvia).

Histórias da Hilê

Silvia e o filho Arthur

Histórias da Hilê

Silvia, Eli e Jussara, colegas de empresa, na festa do filho dela, Arthur

Recentemente Silvia participou de uma turma do curso Dale Carnegie e isso a fez refletir sobre a vida, o relacionamento com as pessoas, objetivos e desafios. Isso a instigou a buscar cada vez mais desafios, a partir da realização de seus sonhos.

Agora, seu objetivo é encarar novos desafios, começando com o que já está na sua realidade todos os dias.

“Estou buscando novos desafios, tenho interesse em conhecer mais não só para ajudar a empresa, mas também me dedicar mais à minha propriedade, a granja, que é o negócio da família, porque eu posso. Nunca me interessei a conhecer, o sonho é do Daniel, mas por que não conhecer, tentar entender, ajudar, aprender coisas novas. O Dale me abriu uma visão diferente sobre pessoas, posições, setores, lugares, funções e eu vim focada desde o início da minha vida a trabalhar fora, em uma empresa. Não pretendo sair da Hilê. Mas por que eu estou aqui há nove anos? Porque eu vejo evolução aqui, no início era tudo mais rígido, mudou muito e eu vejo isso. No financeiro, por exemplo, conseguimos trabalhar o dia todo em uma linha de pensamento e sempre estamos preparadas para emergências, o que é ótimo para um setor assim” (Silvia).

O próprio gestor Sandro Botta sempre instiga os colaboradores a buscarem mais, a resolver os problemas da forma mais prática possível. Segundo Silvia, isso auxilia a cada dia aprender algo novo, justamente pelo contato com diversos setores e por precisar lidar com coisas diferentes.

Uma experiência dela que Silvia deixa como conselho é que ela aproveitou todas as oportunidades que teve, o que a fez crescer pessoal e profissionalmente. A maior parte da experiência que ela tem no campo profissional adquiriu aqui na Hilê e hoje gerencia três setores.

Ainda sobre o curso Dale Carnegie, Silvia conta que nunca se imaginou fazendo, mas quando surgiu a oportunidade, por parte do Sandro, ela decidiu fazer e hoje é grata por isso.

“Quando você entende o que esse curso quer passar, o que ele quer dizer, a tua visão de mundo muda totalmente. E essa busca de conhecimento é fundamental, algo que a gente nunca pode parar. E o Dale foi vários tapas na cara. Eu vinha de um ano de pandemia, foi bem difícil e eu estava desanimada, foi complicado no setor o ano todo, troca de praticamente todo mundo. E aí você começa a desanimar, ficar pacato, aí começa a reclamar da vida e achar erro em tudo. Eu estava perdendo essa essência de elétrica e com o curso eu vi o quanto eu posso fazer aqui dentro e fora também, principalmente como eu posso estimular as pessoas ao meu redor positivamente, essa postura de mudança de querer fazer diferente eu vejo quanto já mudou até na minha casa. Falei para o Sandro que sou eternamente grata a ele por ter me proporcionado essa experiência, eu aproveitei o máximo. Essa foi a virada da chave, eu consegui virar a chave” conclui.

Histórias da Hilê

Silvia e os pais na formatura do curso Dale Carnegie

Histórias da Hilê

Silvia e a família

Silvia, é um prazer poder dividir o ambiente de trabalho com uma pessoa como você, sempre disposta a ajudar e com essa eterna vontade de aprender cada dia mais. É uma honra a Hilê contar com uma colaboradora como você!

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Atual setor administrativo

 

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