Histórias da Hilê: quando a persistência leva ao alcance dos objetivos

histórias da hilê

Permanecer por mais de 16 anos em um mesmo local de trabalho pode ser considerado uma vitória. Sabemos que nem todos os dias são bons, assim como nem todos são ruins também, mas conseguir superar obstáculos e permanecer é recompensador. 

Para muitos, o trabalho é um dos pilares mais importantes, que edifica a vida. E é assim que pensa o Sidinei Narciso. Colaborador da indústria há mais de 16 anos, hoje o personagem do nosso Histórias da Hilê é o Sidi, que hoje é líder da manutenção. 

Chegar a esse cargo foi uma conquista para ele, que começou em um setor totalmente diferente, mas sempre teve a vontade de trabalhar na manutenção, área que se identifica. Continue por aqui e conheça um pouco mais da trajetória dele na Hilê!

Sidinei é natural do município de Bom Jesus, filho de Santina Muller Narciso e Manuel Narciso (em memória). Ele é o mais novo de três irmãos. Morou em sua cidade natal com a família até os nove anos de idade, quando eles se mudaram para Xanxerê, local onde ele mora até hoje. 

De família humilde, desde quando ainda era novo sempre buscou ajudar os pais. Na adolescência, conciliava os estudos com alguns trabalhos com o objetivo de ajudar nas despesas da casa. 

Ainda na adolescência ele comprou uma máquina para cortar grama e conseguia ganhar seu dinheiro prestando esse serviço em algumas casas. Depois, um pouco mais velho, começou a trabalhar como servente de pedreiro e também na montagem de som para eventos. 

Desde quando começou a trabalhar cortando grama ele fazia questão de ajudar com as despesas da casa. 

“Comecei cortando grama na casa dos outros, depois que comprei a máquina e meu cunhado me ajudou me dando uma extensão. Desde aquele momento já comecei a ajudar a minha mãe em casa, ajudava a comprar alimento e a partir daquele momento minhas roupas, minhas necessidades era tudo eu que pagava” conta Sidinei.

Mãe de Sidi

Sua história aqui na Hilê começou em 2005, após indicação de um cunhado que o avisou que a indústria precisava de colaboradores. Quando começou ele trabalhava no setor de trituração e também auxiliava na colheita das matérias-primas para os chás. Entretanto, seu desejo era trabalhar em outro setor. 

“Eu queria trabalhar na manutenção. Fiquei três anos e meio e aí pedi para o Sandro para ir para mecânica/manutenção e ele sempre adiava porque eu fazia bem o meu serviço e ele não queria deixar eu sair daquele setor. Nesse meio tempo eu pedi várias vezes para mudar de setor, mas não tinha oportunidade no momento, foi quando saí da empresa. Saí, fui para outra empresa e ingressei no curso de eletromecânica. Nesse tempo que fiquei fora trabalhei com manutenção, que era o que eu queria” (Sidinei).

Sidinei ficou cerca de um ano trabalhando em outro local, quando encontrou o gestor Sandro Botta que o pediu para voltar para a indústria. Apesar de ser chamado para ficar no mesmo setor que estava anteriormente, a promessa de poder trabalhar na manutenção assim que possível o fez voltar. 

Poucos dias depois de voltar para o setor de trituração, era preciso instalar um equipamento e o mecânico não estava. Foi quando Sidinei fez os ajustes necessários e instalou o equipamento e, desde então, não saiu mais do setor de manutenção. 

Parte de seus colegas da Hilê

 

Surpresas e conquistas

Muitas vezes encontramos o amor onde a gente menos espera, e foi assim que aconteceu com o Sidi. Aqui na Hilê ele conheceu a Denise, sua companheira, e os dois estão juntos há cerca de sete anos. E, desse relacionamento nasceu o Felipe Manuel Narciso, de quatro anos e oito meses, fruto do amor dos dois. 

Sidi e a esposa Denise

Ao longo desse tempo, Sidinei sempre buscou se aperfeiçoar cada vez mais em sua área. Fez diversos cursos e ainda busca conhecimento na internet e na troca de experiências com outros profissionais da área. Isso o tornou líder do seu setor, com a responsabilidade de organizar tudo e delegar tarefas. 

Além disso, ele sempre deu muito valor ao trabalho e ao dinheiro conquistado, fruto do seu esforço e dedicação. Com isso, conseguiu conquistar bens materiais, bem como valores pessoais que ele leva para a vida. 

“Começar a trabalhar mais cedo me fez dar valor ao dinheiro e de onde vem as coisas, sabe que não pode esbanjar que vai fazer falta depois. Minhas conquistas são minha casa, tenho uma caminhonete, consegui conquistar meu capital. Tenho uma empresa, presto serviço de assistência por fora também com máquinas de chá, afiação de navalhas, entre outros” (Sidinei). 

Ele conta que montar sua própria empresa surgiu de uma demanda no mercado. Pela sua experiência, algumas empresas sempre o procuraram para prestar serviços, mas exigiam nota fiscal. Diante disso, ele decidiu abrir um processo e conquistou seu CNPJ de MEI para seguir prestando serviços. 

Momentos marcantes e projetos futuros

Dentre suas conquistas e momentos marcantes, Sidi destaca dois momentos: o momento em que sua casa ficou pronta e o nascimento de seu filho, seu maior companheiro. 

“Um momento marcante foi finalizar a minha casa, porque muita gente duvidava do meu potencial, dizia que eu não ia ter a capacidade. Quando mostrei o projeto falavam que não ia conseguir. Economizei, fiz hora extra, guardava tudo que podia, esse é o segredo. Vim de uma família pobre e aprendi a dar valor para tudo. Comecei a construir minha casa no dia do meu aniversário, 3 de janeiro de 2017, e em dois anos eu levantei ela. Contratei mão de obra, mas a parte elétrica e hidráulica, instalação de portão, tudo fui eu, aí eu economizei bastante. E hoje se precisar soldar, arrumar parte elétrica, construir, tudo isso eu sei” (Sidinei).

Sua casa em processo de construção

Sidi valoriza muito a família e sua mãe é um dos seus maiores tesouros. Nunca mediu esforços para ajudar e ver ela bem e hoje é gratificante para ele saber que deu boas condições a ela. 

Mãe de Sidi com seu neto, Felipe

Infelizmente seu pai faleceu há sete anos e não conseguiu acompanhar todas as suas conquistas, mas com certeza sempre teve orgulho do filho que teve.

“Comprei uma casa em Bom Jesus e fui morar lá uma época, mas depois de dois meses minha mãe me buscou para ficar perto dela e hoje não saio mais dali. Infelizmente meu pai não pôde ver o que eu consegui fazer para a mãe, ele não pôde aproveitar também, quando comecei meus projetos ele acabou falecendo. Mas é gratificante poder dar o melhor para a minha mãe. A outra casa alagava, cheia de goteira, não tinha forro, quando chovia era certo que vinha tudo para dentro de casa, toda vez que chovia era um trauma. Meus irmãos saíram cedo de casa para constituir família e trabalhar, então sempre foi praticamente eu e a mãe sozinhos. Eu consegui dar uma casa boa para a minha mãe, bem feita, bem arrumadinha, não chove dentro, tem as coisinhas dela. Hoje pra mim não tem coisa melhor” (Sidinei).

Antiga casa de sua mãe

Ele lembra com carinho do nascimento do filho, que, segundo ele, é o seu “melhor presente do mundo”. Apesar de toda a responsabilidade que o nascimento de um filho traz, a felicidade de poder oferecer o melhor a ele é recompensadora e gratificante.

“Quando meu filho nasceu foi o melhor presente do mundo. É mais responsabilidade, é outra visão, o bicho pega. Muda totalmente tua vida, teu jeito de pensar, hoje eu planejo melhor. Meu filho está sempre comigo, eu tenho a oficina embaixo de casa, ele está sempre lá comigo, mexendo nas ferramentas, se enchendo de graxa, puxou para o pai. Não sei se vai seguir meus caminhos, mas suporte ele vai ter” (Sidinei).

Histórias da Hilê Histórias da Hilê

Agora, o Sidi tem metas e objetivos ainda maiores. Seu plano principal é desenvolver novos projetos para indústrias. E ele leva exemplos de dentro da indústria para seguir com esse sonho. 

“Pretendo continuar aqui na indústria, jamais vou deixar o Sandro na mão, quando comecei ele me ajudou, agora que estou melhor não vou virar as costas. O Sandro é uma pessoa que tem visão lá na frente, ele impactou em tudo na minha vida, me ajudou a crescer, peguei muito conhecimento dentro da Hilê, adquiri muita experiência” (Sidinei).

Ele destaca que ter uma formação, estudar, é de extrema importância, mas que ele aprendeu muitas coisas também na prática e experiência do dia a dia. Outro ponto importante que ele faz questão de ressaltar é que a união faz a força!

“O diploma é bom mas muitas coisas eu pego com experiência de outros técnicos, assisto vídeos, faço pesquisas, estou sempre me atualizando. Por mais que mais tarde eu tenha funcionários para trabalhar comigo, eu quero saber o que eles estão fazendo e ajudar quando precisar. Eu sozinho sou apenas um mas a partir do momento que eu temos amigos somos mais fortes” (Sidinei).

Por fim, Sidi destaca que todos os seus projetos tem um propósito e ele quer deixar um exemplo. “Todos meus projetos eu coloco na mão de Deus, o que eu deixo de legado é que faça o que tem que fazer mas faça bem feito e sempre honesto”.

Histórias da Hilê Histórias da Hilê

Sidi, é um privilégio poder contar com colaboradores comprometidos como você, alguém que ajuda a Hilê a ser a grande indústria que é e que está aqui para somar!

 

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