Histórias da Hilê: Elias, do setor de compras para a gerência da indústria

Sabe aquele sentimento de dever cumprido e gratidão quando, por meio do nosso esforço conseguimos conquistar o que sempre sonhamos e do jeitinho que a gente sempre quis? É gratificante, não é? Não tem nada melhor do que olhar para algo que você queria muito e pensar “eu resisti e eu consegui”!

Muitas dessas conquistas, principalmente as de bens materiais, chegam após muita dedicação ao trabalho. E o Elias, após mais de nove anos de dedicação aqui com a Hilê, pode dizer que conseguiu realizar e concretizar muitos desses sonhos por meio da sua dedicação e amor pelo o que faz.

E, hoje no Histórias da Hilê, você vai conhecer um pouco mais da trajetória desse colaborador que ajudou a construir nossa história e agora é peça fundamental para que tudo funcione da forma correta. Elias é gerente da indústria desde 2014, mas entrou na Hilê em 2012 para trabalhar no setor de compras.

Elias é filho de Antonio Cechin e Noidi Alves de Castilhos, natural do município de Abelardo Luz. Desde novo ele estudava por meio período e trabalhava no período contrário. Ele lembra com carinho que desde muito novo seu pai o levava para o trabalho dele em uma ervateira e lá ele começou a ajudar com pequenas tarefas. Elias considera essa etapa de sua vida muito importante para ele se tornar o homem que é hoje.

“Voltando lá atrás no tempo que eu morava no interior e eu acho interessante a gente lembrar, com oito anos de idade eu já ia pra dentro da ervateira ajudar meu pai, que o meu pai dá pra se dizer que se criou dentro da ervateira fazendo erva mate. Não me arrependo de ter começado a trabalhar cedo, acho que isso me fez forte, ver a vida de uma maneira diferente, não ter medo de tentar as coisas e nem medo de trabalhar. Eu trabalhava meio período na ervateira e meio período eu estudava. Chegava em casa, fazia os temas, ajudava a mãe a limpar a casa, limpava o chão, lavava roupa, passava roupa, fazia comida e faço isso até hoje com minha esposa, ajudo ela em casa. Não digo que a gente sofreu, era divertido digamos, mas nos fez forte, nunca tivemos muita coisa, sempre tivemos uma vida simples” (Elias).

(Elias e o pai Antônio)

Morou e estudou no interior do município até os dez anos de idade, indo para a escola agrícola posteriormente, onde estudou até o sétimo ano. A escola agrícola foi um período que o marcou pela distância e saudade dos pais. Como a escola era regime de internato, os alunos moravam e estudavam no local e só podiam voltar para casa no fim de semana a cada 15 dias. Esse período de adaptação foi um marco na vida do jovem na época, pois ele não ficava longe dos pais e teve de lidar com a saudade.

Segundo a filosofia, nós lembramos de momentos da nossa vida quando damos significado para eles e, durante a conversa Elias lembrou com carinho de suas primeiras professoras, deixando claro a importância que ele sempre deu para a educação e que hoje se reflete em seus filhos, uma vez que ele busca sempre oferecer o melhor aos três.

Após isso ele e seus irmãos passaram por um momento difícil, que foi a separação de seus pais. Com isso, ele foi morar com a mãe no município de Vargeão e passou dois anos com idas e vindas entre sua terra natal e o município em que sua mãe morava.

(Elias e a mãe Noidi)

Sua relação com a família Botta começou por uma coincidência quando, ao se mudar com a mãe e a irmã para Xanxerê, no ano de 1998, eles foram morar em um apartamento no prédio de propriedade dos sogros do gestor Sandro Botta. Foi quando Egídio Botta (in memorian) soube que eles estavam morando lá e procurou a família para conversar sobre o Antônio Cechin, a fim de contratá-lo e a parceria de trabalho deu certo, para a felicidade do Elias, pois assim o convívio com o pai voltou a ser diário.

“Para mim ficou bom porque o pai veio morar pra Xanxerê, eu fui morar junto com meu pai, então no mesmo dia eu já conseguia ver o pai e a mãe. Morava com o pai, ia estudar no Costa e Silva, descia, passava ver a mãe, saia da escola, voltava para casa e assim foi indo” (Elias).

Após isso, foi por Elias que Egídio procurou para que ele trabalhasse na empresa da família. Concentrou seus estudos na parte da noite e trabalhou durante o dia em uma outra fábrica de chás. Orgulhoso, ele conta que iniciou na empresa cortando cidreira no interior de Xaxim para que, posteriormente, o chá fosse produzido.

“Comecei cortando cidreira no interior. Saía de casa cedinho, por volta das 6h30, e o pai me dava dinheiro pra eu comprar almoço quando a gente não fazia em casa, em torno de cinco reais dava pra comprar almoço. Quando o motorista ia abastecer o caminhão eu comprava um espetinho e um refrigerante, antes de chegar no campo onde a gente ia colher cidreira, eu já tinha comido meu almoço ainda de manhã, aí o pessoal parava para almoçar e quando era interior que tinha alguma fruta como laranja, bergamota eu comia e quando não tinha eu ficava sem almoço, tomava uma água e depois voltava trabalhar, ia para casa com os braços marcados e cortados da cidreira” (Elias).

Algum tempo depois Elias foi para dentro da fábrica, já adquirindo experiência na área e trabalhou nessa empresa por quatro anos. Quando saiu, descobriu que sua então namorada estava grávida e buscou por emprego em um supermercado, onde no início ganhava um salário muito baixo, o que preocupava o casal, mas Elias tinha como propósito sustentar a família que se formava, em nome do amor que sentia e ainda sente pela Andreia, sua esposa.

(Elias e a esposa Andreia)

Com isso os dois decidiram definitivamente construir uma vida juntos e começaram a procurar por um lugar para morar. Foi quando a mãe do Elias, a Noidi, apesar do susto ao descobrir que seria avó, decidiu ajudar o filho e a nora e vendeu o carro que tinha para eles pudessem construir uma casa no seu quintal. A casa tinha 36m² e ficou pronta em 2003 e em 2006 o casal conseguiu ampliar 4m².

A primeira filha do casal, Alexia Vitória, nasceu em 2003 e já tem 18 anos. Elias diz que ela é o seu “diploma”, pois quando ele tinha planos de iniciar uma graduação soube da gravidez de Andreia.

Ganhou destaque e foi promovido várias vezes no período de seis meses em que trabalhou no supermercado. Após isso, ele foi procurado pelos gestores da antiga empresa em que trabalhou e decidiu voltar para lá, onde ficou até o ano de 2006. Henrique Gabriel, segundo filho do casal, nasceu neste mesmo ano. Elias não tinha carro e quando foi avisado no trabalho que sua esposa precisava dele pegou o automóvel de um colega emprestado e a levou para o hospital.

Logo após isso ele saiu da empresa, trabalhou por pouco tempo no hospital, mas foi chamado pelo irmão do gestor Sandro para trabalhar na Belisa (Nobel), empresa que estava no início de suas atividades. Elias foi o primeiro funcionário da empresa e foi contratado por já possuir experiência no ramo da produção de chás.

“Trabalhei na Belisa durante 6 anos, trabalhei no fiscal, faturamento, expedição, carregava caminhão, separava pedido, fazia todo processo e aprendi muito. Talvez se eu não tivesse feito tudo isso, não estaria onde estou hoje, não chegaria nesse nível profissional. Mas, depois de trabalhar seis anos nessa empresa, queria algo diferente para a minha vida profissional” (Elias).

Em 2012 ele estava buscando um novo emprego quando surgiu uma oportunidade de trabalhar em uma loja de tintas como vendedor. Nessa trajetória, os funcionários da Hilê, como já conheciam o trabalho do Elias, pediram para que viesse para a indústria e foi quando ele conversou com o Sandro que o convenceu a trabalhar aqui.

“Na época a Claudete e a Rita, que me conheciam, me disseram para vir conversar com o Sandro. Vim para ouvir a proposta que ele tinha. Ele foi bem legal comigo, me convenceu de que seria bom pra mim trabalhar aqui e mostrou o caminho que eu podia trilhar. Na época era pra eu trabalhar somente no setor de compras, hoje eu sou gerente da indústria, na época era simplesmente fazer compras. Mas eu nunca fui uma pessoa de me contentar em fazer uma coisa só, eu sempre quis mais, me envolvo no meu trabalho, se eu sei que tem algo acontecendo quero ajudar a resolver e organizar” (Elias).

Momentos difíceis

Depois de dois anos na empresa Elias assumiu o posto de gerente da indústria, cargo que ocupa até hoje. E, seguindo seu crescimento profissional, sua família também cresceu e com os filhos mais velhos houve a necessidade de buscar um lugar maior para a família. Até porque, em 2013, Elias e Andreia descobriram que ela estava grávida do terceiro filho, o Enzo Gabriel “não pude registrar ele mas pra nós vai ser sempre o Enzo Gabriel” conta Elias, emocionado.

Nesse ano ele e a esposa passaram pelo pior momento de suas vidas: a perda de um filho. Andreia, esposa de Elias, estava no oitavo mês de gestação quando teve um sangramento e foi para o hospital. Lá ela foi examinada por médicos e enfermeiros que informaram que não ouviam os batimentos do bebê e, por isso, ela foi levada para a ultrassom e veio a confirmação da pior notícia para o casal: o bebê não tinha mais vida. O que ocasionou isso foi o rompimento de uma veia, causando sangramento dentro do útero e o bebê ficou sem oxigênio.

“Eu não acreditava que aquilo estava acontecendo comigo, a gente tinha o quarto todo preparado, foi a primeira vez na vida que a gente conseguiu comprar e preparar o enxoval, ter um berço, as roupinhas, a sacolinha preparada com sabonetinho, banheira e de repente você ouve aquilo. O mundo desabou na nossa cabeça. Tiveram que induzir o parto porque a pressão da Andreia estava alta, dos meus outros três filhos eu não pude acompanhar o parto, mas do Enzo eu acompanhei, pois não acreditava no que estava acontecendo. Aquela noite pra mim foi horrível, de repente eu estava sentado e vi que os enfermeiros e médicos começaram a correr, eu quase perdi a minha esposa também porque a pressão dela subiu demais e diante de tudo aquilo tu tem que enfrentar” (Elias).

Estar aqui na Hilê significa também fazer amigos e não ter apenas colegas de trabalho e, nesse processo, Elias conta que tiveram pessoas fundamentais para ele que o auxiliaram nesse momento extremamente delicado, triste e difícil. Na época, quem ficou ao seu lado, inclusive auxiliando com o funeral do bebê foram as então colaboradoras Claudete, Ana Paula e Cristiane.

Esse episódio fez com que o casal procurasse outra casa para morar, pois o local trazia memórias tristes para os dois. Além disso, todo o enxoval que já estava pronto para o Enzo Gabriel foi doado e a doação foi intermediada por outra colaboradora da Hilê. Elias não conseguiu ir pessoalmente fazer a entrega dos itens, mas soube tempos depois que a criança que recebeu o enxoval também se chamava Elias.

Em 2014, seis meses depois dessa gravidez houve a mudança e, com ela, mais um teste positivo de gravidez. Em meio a euforia de um novo bebê a caminho, a insegurança pelo episódio anterior. Ao realizar exames para saber o que ocasionou a perda do bebê descobriram que Andreia teve Trombofilia e, por conta disso, para conseguir manter a última gestação, ela precisava de uma injeção de enoxaparina todos os dias, um medicamento caro mas que a família conseguiu comprar algumas unidades, o médico forneceu algumas e o restante do tratamento foi conseguido por meio do Estado. A Andreia realizou todo o tratamento e o Pedro Henrique nasceu lindo e saudável!

Após a alegria do nascimento de mais um filho, Elias fez parte de transformações da Hilê. Em 2016 e 2017 a empresa começou a crescer cada vez mais e nos tornamos uma das maiores indústrias de suplementos alimentares e produtos naturais do Brasil.

Conquistas, realizações e gratidão

No ano de 2019 a vontade de ter sua casa própria, do jeito que sempre sonhou, falou mais alto na família do Elias e ele foi atrás para realizar mais esse sonho. Ele então conversou com o gestor Sandro Botta, conseguiu adquirir um terreno e começou a construção da tão sonhada casa própria.

“Em 2003 eu tinha minha casa com 34m², essa eu construí com 153m². Sou muito grato a Deus em primeiro lugar por isso, em segundo lugar o Sandro por tudo que ele me ajudou, a empresa Hilê como um todo. Conquistei muita coisa trabalhando aqui. A casa que eu tenho hoje ela tem degraus para entrar, sempre quando eu pensava em fazer a minha casa própria, eu sempre imaginava ‘não quero uma casa que eu chegue e que digamos ela seja a nível da rua, quero subir os degraus e entrar nela’. E eu fiz a casa dessa forma, eu chego da rua e tenho três degraus para entrar em casa” (Elias).

O sentimento de gratidão emana nas suas palavras sempre que se refere à Hilê e também a sua família. Ele, a esposa e seus três filhos agora constroem sua história que é cheia de conquistas e realizações, mesmo com os momentos difíceis que ficaram marcados na memória. Hoje, seu maior objetivo é proporcionar estudos e uma vida confortável para a família, o que ele conseguiu.

“Eu me dedico ao máximo no que eu gosto porque é gratificante trabalhar aqui e ter a liberdade que a gente tem. As coisas nunca vieram fáceis, foi custo de muita batalha, o que eu tenho hoje em dia posso erguer as mãos pro céu e dizer que foi tudo mérito próprio, consegui com meu suor. Eu não ganhei uma herança, não tenho um pai que me sustentou a vida toda para eu ter minhas conquistas ou coisas assim, mas nunca desisti, sempre mentalizei o que eu queria” (Elias).

Elias, assim como cada colaborador, é peça importante e fundamental para o crescimento da Hilê. Ele já faz parte da história da empresa e continua realizando seu trabalho de forma séria e com muita dedicação.

“Dentro da Hilê passamos por bastante fases, essa parte onde estamos aqui eu ajudei a concluir, onde tem o depósito eu posso dizer que ajudei a fazer desde a parte de cravação de estacas, quando cheguei aqui tinha simplesmente um aterro. Quando eu cheguei aqui tinha 4 mil m² de parque fabril e hoje já temos mais de 8 mil m². Sou muito grato por fazer parte e me sinto orgulhoso por ter contribuído de alguma forma” (Elias).

E nós agradecemos pela sua dedicação e comprometimento com a Hilê, Elias! Somos uma grande família e temos orgulho de ter profissionais tão competentes e com uma história de vida inspiradora!

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