Suplementação vegetal é inferior?

A cada dia o número de adeptos de hábitos de vida e alimentação vegetariana ou vegana aumenta. Isso porque as pessoas buscam cada vez mais por hábitos de vida mais saudáveis e que proporcionem saúde e bem-estar e acabam buscando por esse estilo de vida. 

Diante disso, surge uma lacuna de mercado na procura por uma suplementação vegetal que ofereça o aporte de proteína, vitaminas e minerais necessários para manter o equilíbrio do corpo.

Isso porque, às vezes, uma pessoa vegetariana ou vegana nem sempre consome a quantia ideal de nutrientes necessária apenas por meio da alimentação e isso pode causar problemas de saúde a longo prazo. 

Diante disso, hoje vim falar um pouco mais sobre a suplementação vegetal e as possibilidades que ela proporciona para quem quer lançar sua linha de suplementos focada nesse público. 

 

Suplementação vegetal

 

Vitaminas e minerais são, basicamente, todos de origem vegetal. Diante disso, suplementos alimentares compostos por esses nutrientes já são vegetarianos, considerando cápsulas feitas de gelatina. Ademais, há disponível no mercado cápsulas veganas, que são feitas a partir de outras matérias-primas como a hipromelose, que são feitas pensando principalmente no público vegano. 

Diante disso, quando falamos em suplementação vegetal, um dos produtos que mais chama a atenção é o “whey protein vegano”. Que, na verdade, deve ser identificado como proteína de origem vegetal, uma vez que o famoso “whey protein” refere-se especificamente à proteína do leite. 

Então, quando falamos em proteína vegetal, elas são extraídas geralmente da soja, arroz e ervilha. Muitas vezes, os vegetais ricos em proteína acabam ficando em segundo plano na alimentação. Mas, com a maior procura pela suplementação vegetal, eles ganham notoriedade a cada dia. 

As proteínas são formadas por aminoácidos e são essenciais para a construção e manutenção dos músculos, elasticidade dos tecidos, transporte de substâncias, composição de anticorpos e até regulação e composição de hormônios. E quando falamos dos aminoácidos é que podemos citar a diferença entre a proteína animal e a vegetal. 

As proteínas de origem animal contêm todos os aminoácidos essenciais, aqueles que não são produzidos pelo nosso corpo e o organismo precisa. Já nas proteínas vegetais, sempre falta um ou mais aminoácidos essenciais ou a quantidade presente nelas é baixa. 

Ademais, a boa notícia é que as proteínas vegetais se complementam. Isto é, o aminoácido que falta em uma, encontramos em outra. Diante disso, essas proteínas podem ser combinadas para melhorar o perfil dos aminoácidos e fornecer ao corpo a quantia que ele precisa. 

 

Principais tipos de proteínas vegetais

 

Proteína de soja (soy protein): essa proteína conta com grandes concentrações dos aminoácidos arginina e l-tirosina. A velocidade de absorção dessa proteína é considerada ótima. Suplementos desse tipo fornecem uma proteína vegetal completa. 

Proteína de ervilha (pea protein): ela é rica em ferro, zinco e BCAA (aminoácidos de cadeia ramificada). Possui uma alta quantidade de lisina e arginina, mas baixa quantidade de metionina. Diante disso, é necessário complementar a alimentação com grãos integrais para compensar a ausência desse aminoácido. 

Proteína de arroz (rice protein): essa proteína possui um alto teor de aminoácidos ramificados, como a metionina e a leucina. Entretanto, ela não tem lisina e é necessário complementar a dieta com alimentos fontes desse aminoácido, como brócolis e folhas verdes.

No mercado há diversos suplementos de proteína vegetal que combinam os aminoácidos essenciais e também outras vitaminas e minerais importantes para o organismo, não sendo necessário complementar a dieta. 

Ademais, alguns necessitam desse complemento, seja pela ingestão de outros vegetais ou consumindo outro suplemento. Diante disso, é importante buscar ajuda profissional antes de ingerir esses suplementos para saber exatamente o que consumir. 

 

Suplementação vegetal não é inferior

 

Há quem pense que as proteínas de origem vegetal são menos eficientes que a proteína extraída de fonte animal. Entretanto, essa afirmação é totalmente equivocada. 

De acordo com o médico Bruno Menezes, que atua na medicina do esporte e na endocrinologia, não há nenhuma evidência e nem estudos que indiquem que suplementos de proteína vegetal tenham uma eficiência menor que produtos à base de proteína do leite, por exemplo. 

Outra vantagem dos suplementos de proteína vegetal é que eles possuem baixo teor de carboidratos, não possuem colesterol, tem índice glicêmico baixo e é livre de lactose, benefício importante para pessoas com intolerância ou alergia à proteína do leite. 

Ao pensar na atuação das proteínas vegetais é preciso focar nas suas particularidades e não limitar o olhar apenas para indivíduos com restrições alimentares. Quem consome carne e outros alimentos de origem animal, quando incluem proteínas vegetais na dieta ganham uma contribuição nas funcionalidades e sínteses do corpo. Isso se dá pela riqueza de outros nutrientes presentes nos vegetais, além da porção proteica. 

 

Como consumir a proteína vegetal?

 

Assim como suplementos feitos com a proteína do leite, a proteína vegetal também se recomenda que a mistura em pó seja diluída em água para o consumo. 

Com relação a quantidade que deve ser ingerida, é importante buscar o auxílio de um profissional capacitado para que ele recomende a quantidade exata que seu corpo necessita, para não haver um consumo exagerado. Além disso, é esse profissional que vai indicar se a proteína consumida tem a quantia necessária dos aminoácidos essenciais ou se é preciso complementar a dieta para obter a proteína completa.

O momento que ele deve ser ingerido também pode variar, sendo que ele pode ser consumido no café da manhã, pré ou pós-treino ou antes de dormir. 

É muito importante respeitar as dosagens estipuladas, assim como com qualquer suplementação, pois o consumo de proteínas em excesso pode provocar problema nos rins, alterações no fígado e aumento do colesterol. 

 

Benefícios da proteína vegetal

 

Com a maior procura por esse tipo de suplemento e novos produtos chegando no mercado, estudos científicos mais específicos também estão sendo feitos para entender os benefícios dessa proteína. 

Um deles é o melhor desempenho físico, onde um estudo analisou 223 adultos e sugeriu que um maior consumo de proteína vegetal está associado a um melhor desempenho em um teste de caminhada feito com os participantes. 

O consumo da proteína vegetal também auxilia na prevenção da sarcopenia, ou seja, a perda de massa muscular por conta do avanço da idade. Para evitar que isso aconteça, um idoso deveria consumir uma dose de 25 a 30g de proteína de alta qualidade algumas vezes ao dia. 

Optar por consumir proteína de origem vegetal no lugar da animal, ou manter um equilíbrio entre o consumo das duas pode contribuir para uma maior longevidade entre as pessoas. Isso porque, a ingestão de proteína vegetal foi inversamente associada às causas de mortalidade cardiovascular.

Outro benefício do consumo da proteína vegetal é que, associado às fibras, ela pode oferecer maior saciedade, o que pode auxiliar na perda e controle do peso. Além disso, as proteínas vegetais apresentam uma maior quantidade do aminoácido fenilalanina, capaz de diminuir o apetite sinalizando ao cérebro que já estamos satisfeitos. 

Em suma, optar pela suplementação com proteína vegetal e inserir também mais vegetais na alimentação pode beneficiar a saúde como um todo, pois os nutrientes presentes nas plantas apresentam propriedades benéficas para todo o organismo. 

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